Veto à desoneração causará ‘crise social’, diz especialista em trabalho

O possível fim da desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia sem uma contrapartida para reduzir custos das empresas vai gerar uma crise social em 2021, avalia José Pastore, professor de Relações do Trabalho na USP. A previsão é de aumento de demissões, inibição de contratações e um de um novo estímulo ao trabalho informal no país.

“A manutenção desse veto é um convite para uma crise social que já está com data marcada, 2021, que não será um ano mágico, não vai explodir o emprego, acima de tudo por mais um problema, além da pandemia, que seria a reoneração da folha de salários”.

A desoneração foi criada em 2011 e consiste em um sistema diferenciado de recolhimento da contribuição ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) que permite economia a empresas de setores que empregam juntos 6 milhões de trabalhadores. O fim da regime debates intensos no Congresso Nacional. Em julho, o presidente Jair Bolsonaro vetou artigo de uma lei para prorrogar a desoneração até o final de 2021, e os senadores votarão a derrubada do veto no próximo dia 4.

Pastore, que é p Ph. D. em sociologia pela Universidade de Wisconsin (EUA) e preside o Conselho do Emprego e Relações do Trabalho da Fecomercio-SP, afirma discordar do veto.

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