Vendas reagem em SP, mas ainda lentamente, diz associação

As vendas do varejo na capital paulista apontam para uma reação, mas os números mostram que o índice está longe de uma recuperação completa. De acordo com levantamento da ACSP (Associação Comercial de São Paulo), a queda média durante os meses de pandemia (de março a agosto) foi de 54%, na comparação com igual período do ano passado.

“A atividade vem mostrando sinais de recuperação, conforme a reabertura da economia, mas ainda é gradual e irregular, já que há setores que sequer paralisaram suas atividades, como os supermercados. Já outros, como vestuário, foram mais afetados pela pandemia de covid-19”, explicou o economista da ACSP, Marcel Solimeo.

Em agosto, houve alta de 24,8% nas vendas na comparação com julho, a segunda consecutiva no comércio paulistano. Em julho, o aumento tinha sido de 19,8% no comparativo com junho.

O aumento das vendas do comércio em agosto é reflexo das medidas de flexibilização do funcionamento do comércio e do Dia dos Pais: “As altas estão ocorrendo na comparação com os meses anteriores, em cima de bases menores, mas ainda distantes do ano passado. Acho que somente em dezembro é que estaremos mais próximos de 2019”, afirmou Marcel Solimeo.

Segundo a ACSP, os meses mais críticos foram abril e maio, com quedas de 63,8% e 67% nas vendas na comparação com o ano passado.

Um dos fatores que torna a recuperação das vendas lenta é a perda da renda do trabalhador nos últimos meses. De acordo com o economista, consumidores de classe média estão segurando os gastos, o que influencia o consumo, e há insegurança com relação aos postos de trabalho.

Solimeo ressaltou que há setores que terão uma recuperação ainda mais lenta, como a área de serviços voltada para feiras e convenções, que deverá ter grandes restrições por causa da pandemia.

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