Suspeito de hostilizar Moraes é empresário e já liderou chapa PL-PT

Antes de sua viagem à Itália, na qual se envolveu em uma discussão com Alexandre de Moraes e se tornou alvo da Polícia Federal (PF) por suspeita de hostilidade ao ministro do STF, Roberto Mantovani Filho teve uma conversa amigável com Luis Vanderlei Larguesa, presidente do PT em Santa Bárbara d’Oeste, com quem foi parceiro de chapa em uma eleição municipal em dobradinha com o PL.

“Ele me apresentou [a quem estava com ele]. A única coisa é que ele fez uma observação: ‘olha, esse aqui é um grande político, amigo meu, tal: o único defeito dele é ser do PT’. Fez essa observação como muita gente faz, mas num tom descontraído”, conta Larguesa para Folha de S.Paulo.

Larguesa, que foi candidato a vice na chapa derrotada em que Mantovani tentou ser prefeito em 2004, quando os dois partidos tinham uma aliança nacional, afirmou que prefere aguardar as apurações antes de fazer qualquer pronunciamento sobre o caso. O PL, partido pelo qual Larguesa concorreu naquela eleição, só se tornou partido de Bolsonaro em 2021.

O ex-candidato a vice descreve seu antigo parceiro como “conservador” e acredita que ele tenha votado no então presidente em 2022. No entanto, Larguesa ressalta que conhece diversas pessoas que votaram em Bolsonaro e que não têm um perfil radical.

“Eu, francamente, estranhei”, completa, em relação ao conflito no aeroporto.

Empresário
Mantovani, de 71 anos, é empresário com atuação nos negócios, na política e no futebol em Santa Bárbara d’Oeste, interior paulista. Ele prestará depoimento à PF nesta terça-feira, 18.

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