Super-heróis de jaleco salvam vidas na linha de frente contra o coronavírus

“Choro muito quando chego em casa. É triste ver as pessoas sofrendo, algumas morrendo, sem que haja remédio ou vacina. O vírus vai deixar uma dura lição. Pega em qualquer um de nós”.

A enfermeira Maria (nome fictício), de São José dos Campos, que pediu para não ser identificada, está na linha de frente do enfrentamento à pandemia do coronavírus, assim como milhares de profissionais de saúde da região.

Consternada, ela conta que a epidemia assusta pelo grau de desconhecimento e pela velocidade do contágio. “Há colegas já sentindo sintomas do coronavírus, e terão que ser afastados. É uma dura batalha que enfrentamos”.

Símbolo dos profissionais de saúde, o jaleco branco, nem sempre pode ser usado com orgulho durante esta pandemia, em razão de comportamentos agressivos contra os “guerreiros” que estão no front.

“Nossos profissionais estão motivados, mesmo enfrentando críticas e sendo hostilizados por parte da população. Neste momento, eles estão fazendo a diferença no atendimento a esses pacientes. Estamos focados e preparados”, disse Lucimara Aparecida da Silva, gerente executiva assistencial da Santa Casa de São José.

Segundo ela, a pandemia exige cuidados com a equipe na linha de frente e decisões rápidas de gestão, como a de montar um comitê de crise no hospital, com reuniões diárias. “Com certeza é um desafio, pois é uma situação nova, onde estamos buscando sempre oferecer segurança para nossos pacientes e nossos colaboradores”.

Presidente da regional de São José da APM (Associação Paulista de Medicina), o psiquiatra David Alves de Souza Lima mostra preocupação com os equipamentos de segurança aos profissionais de saúde e com a rapidez de transmissão do vírus, que provoca baixas.

“Falta de mão de obra pode ser problema, porque os profissionais acabam doentes”.

LIMPEZA.

Nas ruas das principais cidades do Vale, um batalhão de funcionários de máscaras, luvas e roupas de proteção trabalha na higienização de locais estratégicos, como pontos de ônibus e prédios públicos, principalmente hospitais. Meta é evitar a transmissão do coronavírus.

Em São José, a Urbam conta com 20 servidores no trabalho de limpeza e higienização contra a pandemia. A cidade tem mais de 1.400 pontos de ônibus que precisam ser limpos. A higienização atende os 583 pontos de maior circulação. O trabalho é feito de forma ininterrupta ao longo do mês.

Deixe comentário

× Fale com a Showtime