Sudeste não deve sofrer com falta de água mesmo com covid-19 e seca

Os principais reservatórios de água do Sudeste operam dentro da “normalidade” e, mesmo diante das medidas de isolamento social impostas por alguns estados para conter a disseminação do novo coronavírus, a expectativa é que a região não enfrente grandes problemas de abastecimento ao longo do ano.

No entanto, com a chegada do período de estiagem, que deve ser mais intenso nos meses de junho e julho, as autoridades defendem o “consumo consciente”, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, que em pontos específicos registram índices próximos a 60%.

São Paulo
No estado paulista, o menor nível observado é no Cantareira (60,7%). Entretanto, a situação é bem mais confortável que em 2014, quando o sistema enfrentou uma crise e chegou a atingir apenas 14,3%. À época, de acordo com informações da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo), foi registrado 494,4 milímetros de chuva — aproximadamente 56,5% do que era previsto para o período.

Formado pelas represas Jaguari, Jacareí e Atibaia, o reservatório é responsável pelo fornecimento de cerca de 9 milhões de pessoas que vivem na capital, alguns municípios da Região Metropolitana e, também, parte do interior do estado. Já os outros apresentam índices superiores a 80%. Alto Tietê e Rio Grande estão com 81,1% cada um; Rio Claro, com 90,2%; São Lourenço, 92,1%; e Cotia, com 97,3%.

Na média geral, os mananciais responsáveis pelo fornecimento de água nas 366 localidades operadas pela Sabesp estão com 70,5%. De acordo com a empresa, a situação atual é considerada “satisfatória e o cenário aponta normalidade no abastecimento ao longo de 2020.”

Embora o momento seja mais confortável que em 2014, quando houve uma crise hídrica, a baixa ocorrência de chuvas nos últimos 60 dias faz a empresa reforçar o pedido para que a “população mantenha o uso consciente da água, evitando o desperdício.”

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