SP lança campanha pró-quarentena, e Doria diz: ‘Não sigam o presidente’

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), pediu hoje que a população não siga as orientações do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sobre o combate ao coronavírus. A declaração foi feita durante entrevista coletiva concedida no Palácio dos Bandeirantes. Além disso, o governo paulista lançou uma campanha pedindo para que as pessoas fiquem em casa durante a pandemia de covid-19.

Questionado sobre o aumento do número de pessoas nas ruas no último fim de semana e se isso era um efeito das declarações recentes do presidente da República, defendendo o isolamento vertical (dos mais velhos), Doria pediu para que a população atenda às recomendações médicas, e não as de Bolsonaro.

“Atendam às recomendações médicas, as de sanitaristas, de profissionais especializados na medicina de infectologia, aqueles que conhecem este tema”, disparou. “E não em informações que são colocadas nas redes sociais ou, lamento e não gostaria de voltar a este tema, mas neste caso não sigam as orientações do presidente da República do Brasil. Ele não orienta corretamente a população e, lamentavelmente, não lidera o Brasil no combate ao coronavírus e na preservação da vida.”

O governo de São Paulo também lançou hoje uma campanha oficial pedindo que a população fique em casa durante a pandemia de coronavírus. A peça, que será divulgada em redes de televisões, rádios e redes sociais até o dia 6 de abril, pede que as pessoas sigam as orientações dos especialistas da área de saúde e os governantes de outros países. Além disso, o texto narrado em “off” afirma que a economia pode ser recuperada, mas a vida não.

A companha divulgada vai na contramão da feita, apagada e depois negada de forma veemente pelo governo federal: “O Brasil não pode parar”. A publicidade, que chegou a ser suspensa na Justiça, defende a suspensão do isolamento social como estratégia para o combate à covid-19.

Lockdown pode não ser necessário
Doria também foi questionado sobre a possibilidade de lockdown em São Paulo, situação em que a polícia pode agir para impedir que as pessoas circulem pelas ruas. Tanto o governador quando o secretário da saúde, José Henrique Germann, afirmaram que não trabalham com esse cenário por enquanto.

“Vamos observar isso, mas, pelos casos iniciais que temos, eu diria que não vamos ter a necessidade de repetir o isolamento muitas vezes mais para frente e nem fazer o compulsório, tipo lockdown”, disse Germann.

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