Setor de serviços cresce e registra 3ª alta em agosto, diz IBGE

O volume de serviços cresceu e registrou a terceira alta consecutiva em agosto, de acordo com a PMS (Pesquisa Mensal de Serviços), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (14).

Apesar das três altas consecutivas, que acumulam alta de 11,2%, o resultado ainda não foi suficiente para recuperar as perdas entre fevereiro e maio (-19,8%).

Houve crescimento de 2,9% em agosto frente a julho, influenciado por resultados positivos em quatro das cinco atividades pesquisadas.

Os destaques foram para serviços prestados às famílias (33,3%) e transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (3,9%). Os demais avanços vieram dos serviços profissionais, administrativos e complementares (1,0%) e de outros serviços (0,8%).

O único resultado negativo em agosto ficou com os serviços de informação e comunicação (-1,4%).

O gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo, afirma que caminho é longo para retomada de patamar pré-pandemia.

“Passados os meses mais críticos da pandemia, em março e abril, a atividade de serviços prestados às famílias registrou as três maiores taxas de toda série histórica: 33,3% em agosto, 14,4% em junho, e 13,8% em maio. Mas mesmo com esses recordes, ainda está muito distante de recuperar as perdas de março e abril, tamanha a queda. Para que os serviços prestados às famílias voltem ao patamar de fevereiro, ainda precisam crescer 72,2%”, diz Lobo.

O setor acumula perda de 9% de janeiro a agosto deste ano e de 5,3% nos últimos 12 meses.

Comparação com o ano anterior

O volume de serviços registrou queda de 10% em comparação a agosto de 2019. Segundo o IBGE, houve quedas em quatro das cinco atividades.

Os serviços prestados às famílias (-43,8%), os serviços profissionais, administrativos e complementares (-14,0%) e os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-8,5%) foram as principais influências negativas sobre o volume total de serviços.

Também em queda frente a agosto de 2019, mas com menor impacto no índice geral, os serviços de informação e comunicação (-4,0%) mostraram perdas nas empresas que atuam nos ramos de consultoria em tecnologia da informação; telecomunicações; programadoras e atividades relacionadas à televisão por assinatura; e atividades de exibição cinematográfica.

A única contribuição positiva veio de outros serviços (7,2%), impulsionado, sobretudo, pelo aumento de receita das empresas pertencentes aos ramos de administração de bolsas e mercados de balcão organizados; corretoras de títulos e valores mobiliários; e atividades de administração de fundos por contrato ou comissão.

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