São Paulo completa três meses em quarentena ‘pela metade’

O Estado de São Paulo completa nesta quarta-feira (24) três meses desde o início da quarentena para combater a pandemia do novo coronavírus. A medida, decretada pelo governador João Doria no dia 24 de março, teve adesão de pouco mais da metade da população desde que foi instituída – os índices de isolamento social estiveram sempre próximos de 50%. Na terça-feira (23), o estado de São Paulo registrou 229.475 casos e 13.068 mortes.

Após dois meses de quarentena, o governo anunciou o Plano São Paulo, no dia 27 de maio, para a retomada gradual das atividades econômicas. O projeto separou o estado em 17 departamentos regionais e delineou cinco critérios relacionados ao sistema de saúde e à pandemia para determinar se normas de isolamento social seriam relaxadas ou não.

Nos dias seguintes, a reabertura no interior, classificado na fase 3 pela primeira atualização do plano, fracassou. Por outro lado, a capital paulista, a região metropolitana e a Baixada Santista chegaram e se mantiveram na fase 2 – de controle –, e agora têm como desafio manter os indicadores estáveis para poder progredir e reabrir restaurantes e bares.

Mesmo após registrar 434 novas mortes nesta terça-feira (23), em novo recorde de óbitos, o governo estadual segue defendendo a validade de reabertura por considerar os cenários epidemiológicos diferentes por região para autorizar o afrouxamento da quarentena.

A gestão Doria defende, ainda, que o aumento de mortes atual já era previsto nos modelos que definiram o Plano São Paulo.

Anúncio da reabertura por fases no final de maio
Em 27 de maio, dias após cogitar a possibilidade de decretar estado de lockdown em São Paulo, Doria foi na contramão de suas próprias falas e anunciou a retomada gradual das atividades no Estado, com cinco fases. À medida que os critérios indicassem uma situação de maior tranquilidade na pandemia, as cidades teriam a consequente progressão às fases seguintes.

A reabertura começou oficialmente em 1º de junho, com três macrorregiões paulistas na fase 1 (a mais crítica) e as restantes divididas entre as fases 2 e 3.

O plano, no entanto, não surtiu bons resultados: apenas a região metropolitana avançou à fase 2, enquanto todas as outras permaneceram ou regrediram de fases.

As regiões de Barretos e Presidente Prudente, por exemplo, começaram o Plano São Paulo na fase 3, e em três semanas regrediram à fase 1. Outras três regiões (Ribeirão Preto, Marília e Registro) também estão na fase mais crítica atualmente.

Próximos passos
A classificação de fases do Plano São Paulo é revista semanalmente. Para progredir de fase, porém, a região precisa manter seus indicadores estáveis por duas semanas.Na parte da saúde, a a gestão estadual considerará indicadores da taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e o número leitos de UTI por 100 mil habitantes.

Outros três são relacionados à evolução da epidemia: novos casos nos últimos sete dias, novas internações (por covid-19 ou síndrome respiratória aguda-grave nos últimos sete dias) e o número de óbitos por covid-19 nos últimos sete dias.

A análise destes critérios leva à qualificação da região em uma das cinco fases da pandemia, que vão da fase de “alerta máximo”, com liberação apenas dos serviços essenciais, à do “normal controlado”, que liberará todas as atividades com novas regras de funcionamento.

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