Ruas de comércio popular têm aglomeração em dia de reabertura

Com a liberação da reabertura do comércio de rua na cidade de São Paulo nesta quarta-feira (10), as regiões de comércio popular do centro ficaram cheias de ambulantes e tiveram grande aglomeração apesar da pandemia do novo coronavírus.

Ainda na madrugada, houve correria com a chegada da Polícia Militar. Os vendedores tentaram recolher as mercadorias para não serem apreendidas.

Aglomeração na 25 de março, mas também na região do Brás, como na rua Valtier. Comerciantes abriram as lojas antes do horário permitido pela prefeitura e outros funcionam a meia porta. A Record TV flagrou boxes abertos ainda na madrugada.

Além da PM, fiscais da prefeitura estão na região para impedir que haja aglomeração neste que é o primeiro dia de liberação de abertura do comércio de rua. Segundo a Prefeitura, as lojas só podem abrir das 11h às 15h, em horário reduzido e fora do pico, e seguindo os protocolos de segurança.

Operação Delegada

Para combater o comércio ilegal e reforçar o policiamento na região, policiais militares realizam a Operação Delegada nesta manhã. Até o momento não há informação de mercadorias apreendidas.

O helicóptero da Record TV flagrou vários policiais saindo do 45° Batalhão de Polícia Militar, localizado na rua Lucrécia Leme, e se deslocando até a rua 25 de Março, onde os ambulantes estavam aglomerados.

Além da atividade irregular, os vendedores estavam desrespeitando as normas de distanciamento social, recomendadas pela Organização Mundial da Saúde, a fim de reduzir a disseminação do novo coronavírus.

Reabertura

Segundo a Prefeitura de São Paulo, o comércio de rua e as imobiliárias podem abrir pelo período de quatro horas e fora do horário de pico.

No dia 5 de junho, as concessionárias e os escritórios voltaram a operar na capital, que está na fase 2 da pandemia, de acordo com o Plano São Paulo do governo estadual, que define as etapas de retomada da economia.

Na próxima quinta-feira (11), os shoppings devem ser reabertos na capital. Os estabelecimentos devem operar sob novas regras: funcionamento por quatro horas, com 20% da capacidade. No caso dos shoppings, as praças de alimentação devem ficar fechadas.

Além disso, para serem aprovados para retornar ao trabalho, os setores tiveram que apresentar à prefeitura protocolos de venda que garantam saúde, higiene, testagem, regras de autorregulação e fiscalização, política de comunicação destas regras e proteção aos consumidores e funcionários. As diretrizes passam pela Vigilância Sanitária da capital.

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