Reforma do Teatrão atrasa de novo, e prazo passa para fevereiro de 2021

Iniciada há dois anos e já com 16 meses de atraso, a última etapa da reforma do complexo do Teatrão, em São José dos Campos, teve o contrato prorrogado por mais 60 dias.

Prometida inicialmente para junho de 2019, essa etapa da obra tem como novo prazo de entrega o dia 28 de fevereiro de 2021.

A obra é realizada pela Urbam (Urbanizadora Municipal), estatal controlada pela Prefeitura de São José dos Campos e que foi contratada pelo governo Felicio Ramuth (PSDB) com dispensa de licitação.

Embora o contrato já tenha sofrido quatro prorrogações, ao menos por enquanto o valor segue o mesmo: R$ 7,09 milhões.

NOVELA.

O primeiro contrato para as obras no Teatrão foi assinado em 2015, no governo Carlinhos Almeida (PT). O serviço, que custaria R$ 30 milhões, seria entregue no primeiro semestre de 2017. As obras foram paralisadas no início de 2017, quando Felicio assumiu a Prefeitura. O Museu Interativo de Ciências, que faz parte do complexo, foi entregue apenas em novembro de 2018.

Em outubro de 2018 foi iniciada aquela que deveria ser a última fase da obra, com um custo de R$ 7,09 milhões e previsão de entrega para junho de 2019. No entanto, em maio de 2019, o governo tucano revelou que haveria risco de desabamento do telhado.

Foi feita então uma nova licitação, para contratar uma empresa para a substituição do telhado por uma nova cobertura metálica. A vencedora foi a construtora GBVT, em um contrato de R$ 5,95 milhões. Esse serviço foi iniciado em janeiro de 2020 e deveria ter sido concluído em junho, mas já sofreu duas prorrogações e tem novo prazo de conclusão para esse mês.

Quando o risco de desabamento do telhado foi revelado, a obra de reforma feita pela Urbam foi paralisada. Esse serviço foi retomado apenas no dia 30 de setembro de 2020. Desde então, a reforma do complexo (que está com 51,05% de execução, segundo a última medição, feita em setembro) e a troca do telhado (que está com 30,74%, segundo a última medição, de julho) são feitas de forma simultânea.

REPERCUSSÃO.

A reportagem questionou o governo Felicio sobre os motivos da nova prorrogação do contrato de reforma do Teatrão. “Os impactos das chuvas, ao longo da obra, contribuíram para a necessidade de ampliação do prazo contratual. Também foram constados problemas de patologia estruturais. Por isso, foi contratada uma empresa especializada para analisar a integridade da estrutura de concreto. Após o estudo, a conclusão foi por demolir as lajes e construir uma estrutura metálica. Este trabalho está sendo realizado pela GVBT. A pandemia da covid-19, que derrubou a produção e o consumo de aço no Brasil, também afetou o andamento da obra”, alegou a gestão tucana, em nota.

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