Quatro pessoas são internadas por dia para tratar Covid-19 no Vale em 2021

A Covid-19 provocou a internação de quatro pessoas por dia, em média, em hospitais do Vale do Paraíba em 2021. É o dobro do que a região registrou na primeira onda de contágio, entre março e agosto de 2020. Também é o dobro da média do pico entre os meses de setembro e dezembro. O levantamento foi feito com base nos dados da Fundação Seade.

De 1º de janeiro a 15 de março, durante 74 dias, a região internou 7.621 pessoas. Na primeira onda, que teve 167 dias entre março e agosto de 2020, foram hospitalizados 9.198. Já de setembro a dezembro, no intervalo de 122 dias, as internações bateram em 7.069.

O aumento de hospitalizações é um dos indicadores mais preocupantes da pandemia e levou o governo estadual a determinar mais restrições a partir desta segunda-feira (15), no Vale e em todo estado.

O motivo é que a taxa de ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) para Covid-19 em São Paulo subiu para 88,4%. Na região, o índice é de 76,9%, de acordo com relatório do Codivap, a Associação de Municípios do Vale do Paraíba, que adotou um discurso de cautela e de seguir as restrições para salvar vidas e evitar colapso na rede de saúde regional.

A RMVale vem tendo, desde 7 de março, mais de 100 novas hospitalizações por dia, chegando a 123 nesta segunda. O mês acumula 1.591 hospitalizações, média de 106 por dia. Fevereiro terminou com 2.377 internações e janeiro, com 3.653, com médias diárias de 85 e 118, respectivamente. Portanto, março já supera a média de novos internados por dia de fevereiro e se aproxima da de janeiro, o que revela o crescente aumento da pandemia no Vale.

O cenário não é exclusivo da região, mas virou regra em todo o estado, como disse nesta segunda o secretário executivo do Centro de Contingência ao Coronavírus de São Paulo, o médico João Gabbardo, em entrevista no Palácio dos Bandeirantes, na capital.

Perguntado se a fase vermelha do Plano SP já apresentava resultados positivos, Gabbardo afirmou que “infelizmente, não”. E completou: “Os números que estamos encontrando no momento não apontam tendência de queda, muito pelo contrário. As semanas com restrições mais efetivas ainda não apresentaram resultados mais satisfatórios. Era esperado. Espera-se algum resultado [positivo] em duas semanas. Os dados ainda são de crescimento e evolução na aceleração da pandemia”.

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