Previsão para a inflação de 2021 sobe pela 23ª vez e alcança 8%

A maior inflação para meses de agosto dos últimos 21 anos fez o mercado financeiro revisar pela 23ª semana consecutiva a previsão para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) em 2021.

De acordo com dados divulgados nesta segunda-feira pelo BC (Banco Central), a aposta é de que o índice oficial de preços vai saltar 8% no acumulado dos 12 meses do ano.

Há um mês, a projeção era de 7,05% e, na semana passada, de 7,58%. As revisões são impulsionadas pelos recentes aumentos das contas de luz e dos combustíveis, principais vilões do IPCA nos últimos meses.

Com a nova projeção, a expectativa para a inflação segue acima do teto da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para 2021, de 3,75%, com a margem de tolerância é de 1,5 ponto (de 2,25% a 5,25%).

A expectativa para o índice em 2022 também subiu, passando de 3,98% para 4,03%. O relatório do mercado financeiro divulgado pelo Banco Central traz ainda a projeção para o IPCA de 2023, segue em 3,25%. Para 2024, a projeção avançou 0,03 ponto percentual e atingiu 3,03%.

As novas previsões para 2021 também são acompanhadas pela expectativa de um dólar mais caro ao final do ano. De acordo com os economistas, a moeda norte-americana deve encerrar 2021 cotada a R$ 5,20. Os dados também apontam para uma elevação na casa dos 12,35% no valor dos preços administrados, tais como energia, combustíveis e planos médicos.

Juros
Com a previsão de maior alta nos preços, as instituições financeiras também elevaram, pela segunda semana seguida, as expectativas para a taxa básica de juros ao final de 2021. A aposta atual é de que a Selic chegue ao fim do ano também em 8% ao ano, patamar 2,75 pontos percentual superior ao atual.

Na semana passada, a expectativa era de 7,68% e, há quatro semanas, de 7,5%. Atualmente, a Selic figura em 5,25% ao ano.

Aumentar a taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

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