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Prisões efetuadas em 2019 no Vale (9.932) são a segunda maior quantidade de toda a série histórica da SSP, que começa em 2001; perde apenas para o ano de 2013, com 9.992 prisões

Polícias prendem 220 CDPs lotados em dez anos no Vale

As forças de segurança pública da RMVale, região que já há uma década ocupa o topo da taxa de homicídio em São Paulo, prenderam um total de 114.730 suspeitos nos últimos 10 anos, o equivalente a cerca de 220 CDPs (Centros de Detenção Provisória) lotados — a unidade de São José dos Campos, por exemplo, possui capacidade para 525 detentos.

Os números, que incluem prisões em flagrante e por mandado, são da SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo).

O número de prisões durante a última década é maior do que a população de 33 das 39 cidades da RMVale, única região com uma taxa de violência endêmica no estado — atualmente, a taxa é 12,28 vítimas a cada 100 mil habitantes; a ONU (Organização das Nações Unidas) estipula 10 vítimas a cada 100 mil habitantes como o patamar máximo tolerável.

E mais ainda. As prisões efetuadas no ano passado no Vale (9.932) são a segunda maior quantidade da série histórica da SSP, que começa em 2001. Perde apenas para 2013, ano com 60 prisões a mais: 9.992.

Na comparação com o ano de 2018 (9.259), o número de prisões aumentou 7,27% e cresceram 15% ante a quantidade de 2009, com 8.631 prisões efetuadas pelas forças de segurança da região.

O indicador que mais cresceu foi o de prisões por mandado, com 14,63%: 4.341 em 2019 contra 3.787, no ano anterior. No mesmo período, as prisões em flagrante aumentaram 1,67%: 6.566 contra 6.458.

No geral, as polícias do Vale tiveram aumento em 10 dos 13 indicadores medidos pela SSP, comparando 2019 a 2018. Destaque para apreensão de drogas (53,7%), de armas (10,19%) e nas ocorrências de tráfico (7,53%). O que mais caiu foi o número de veículos recuperados (-24,93%).

“Investimento deve ser na inteligência policial, cujos resultados são as melhores ações de segurança, evitando confrontos e mortes. Deve-se analisar as prisões nesse contexto”, disse Leonardo Carvalho, coordenador de projetos do Instituto Sou da Paz.

Para o coronel José Eduardo Stanelis, comandante da Polícia Militar na região, o aumento da produtividade se deu pela “intensificação de operações policiais na região”, tanto as institucionais, tais como São Paulo Mais Seguro, Rodovias Mais Seguras e Interior Mais Seguro, como as realizadas especificamente na RMVale, como as operações Integrada, Verão, Inverno e Romeiro.

“Essas práticas, que estão dando certo, irão continuar em 2020”, confirmou.

Superlotado, sistema carcerário da região supera hoje a população de 20 municípios

Com o aumento de pessoas presas no Vale em 2019, ante 2018, depois de três anos consecutivos de queda, a população carcerária da região alcançou 14.836 presos, sendo 13.524 homens e 1.312 mulheres.

Eles representam um excedente de 4.186 pessoas (39%) para a capacidade de 10.650 vagas que as 12 unidades prisionais do Vale oferecem.

A quantidade de presos é superior à população de 20 cidades da região, como Santa Branca, Piquete e Queluz. Além disso, o Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional estima em 30% o déficit de agentes penitenciários na região. Com isso, a superlotação aumenta os riscos de conflitos nas unidades.

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