Operação da Polícia Federal mira líderes do movimento 300 do Brasil

A Polícia Federal concentra esforços, nesta segunda-feira (15), para prender seis pessoas que lideram o grupo “300 do Brasil”, um movimento que apoia o presidente Jair Bolsonaro e faz duras críticas e protestos ao STF (Supremo Tribunal Federal) e ao Congresso Nacional.

A primeira a ser presa foi a ativista Sara Winter, detida por agentes federais hoje de manhã. Até o momento, os outros cinco mandados, todos expedidos pelo ministro Alexandre de Moraes, ainda estão em curso. Os pedidos de prisão são temporários e têm duração de 5 dias.

Esse grupo já tinha sido identificado e estava sendo monitorado há tempos pela PF. Nas investigações, os agentes encontraram inclusive um centro de treinamento do grupo nos arredores de Brasília. O local estava desativado.

Entre os defensores e protetores do grupo, está o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que prometeu entrar nesta segunda-feira (15) com uma reclamação formal junto ao Governo do Distrito Federal pela retirada do “300 do Brasil” da Esplanada dos Ministérios no último sábado (13).

“Segunda estarei junto c/ Dep. Daniel Silveira @danielPMERJ (RJ) para protocolar ofício no gov. DF contendo reclamação sobre os fatos de hoje e manifesto por respeito à liberdade de expressão. Outras medidas podem ser tomadas”, afirmou Eduardo Bolsonaro.

Repercussão em Brasília

A operação para prender a cúpula do grupo já ecoa entre os políticos. A deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), apoiadora do governo federal, fez críticas no Twitter contra as prisões.

“Corro o risco de ser presa também? E os demais que estavam com ela e tomaram spray de pimenta enquanto rezavam o Pai Nosso, correm risco? Zé Rainha se tivesse feito o mesmo, estaria preso? Onde estão os movimentos defensores de mulheres?”, questionou.

“Vamos nos manifestar pacificamente, buscando ajudar o Presidente Jair Bolsonaro, eleito por 57 milhões de brasileiros que tem esperança na mudança!”, pregou.

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