OMS afirma que não há razão para parar uso da vacina de Oxford

A Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou nesta sexta-feira (12) que não há razão para interromper o uso da vacina de Oxford contra a covid-19, após vários países da Europa suspenderem a aplicação como medida de precaução devido ao medo da formação de coágulos sanguíneos nos vacinados. O imunizante faz parte das vacinas autorizadas no Brasil e, aqui, não houve casos de trombose registrados.

“Sim, deveríamos continuar utilizando a vacina da AstraZeneca, não há razão para não utilizá-la”, declarou Margaret Harris, porta-voz da OMS, em um encontro com imprensa em Genebra.

As suspeitas sobre a vacina começaram na última segunda-feira, após a morte de uma enfermeira, de 49 anos, na Áustria. A vítima morreu por graves distúrbios de sangramento e tinha tomado o imunizante dias antes. O país suspendeu o uso do lote na campanha de vacinação local.

Ontem (11), foi a vez da Agência de Saúde da Dinamarca suspender o uso da vacina de Oxford, fabricada pelo laboratório AstraZeneca, alegando: “Depois dos informes de casos graves de formação de coágulos de sangue em pessoas que foram vacinadas com a vacina contra covid-19 da AstraZeneca. Por enquanto, não se pode concluir que tenha uma relação entre a vacina e os coágulos de sangue.”

Além da Dinamarca, Noruega, Bulgária, Romênia e Tailândia interromperam aplicação da vacina. Já Itália, Áustria, Luxemburgo suspenderam apenas alguns lotes da droga. Na Espanha, algumas remessas do imunizantes estão em avaliação.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) afirmou na última quinta-feira que a morte da enfermeira na Áustria, não tinha relação com a aplicação da Oxford. De acordo com a EMA, até 9 de março, foram notificados 22 casos de trombose em mais de três milhões de vacinados com a droga na Europa.

Por usa vez, o ministro da saúde da Alemanha lamentou a decisão dos países de pararem o uso da AztraZeneca. “Lamento que, com base nisso, alguns países da União Europeia tenham parado de vacinar com a AstraZeneca. Se há uma relação causal ou apenas, entre aspas, uma relação temporária, que represente pouco estatisticamente, em três, cinco ou dez milhões de pessoas forem vacinadas”, explicou Jens Spahn, ministro alemão.

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