Número de empresas ativas no Brasil vai ao menor nível desde 2009

O número de empresas e outras organizações formais ativas no Brasil, em 2018, totalizou 4,9 milhões de unidades. Trata-se do nível mais baixo de firmas abertas desde 2009.

O estudo mostra ainda um recuo de 1,8% na passagem de 2017 para 2018, o que representa 91,2 mil firmas a menos em território nacional.

Os constam do Cempre (Cadastro Central de Empresas), divulgado nesta quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Na contramão do número de empresas ativas, o número de pessoas ocupadas no país cresceu 0,5%, com 52,2 milhões trabalhando nestas instituições.

Deste total, 45,5 milhões (87%) são assalariados e 6,8 milhões (13%), sócios ou proprietários.

Salários
O total de salários e outras remunerações subiu 0,7%, e o salário médio mensal, 0,2%, somando R$ 1,8 trilhão. Individualmente, o salário médio mensal foi de R$ 2.952,87.

Os maiores salários médios mensais foram pagos no setor de eletricidade e gás (R$ 7.624,04) e os menores em alojamento e alimentação (R$ 1.532,46). A diferença salarial entre uma empresa com 250 trabalhadores ou mais e uma com menos de dez pode chegar a 137,5%.

As empresas com até 50 funcionários são as que têm maior dificuldade de se recuperar em momentos de crise, com queda de 1,4% em 2018. O fechamento de empresas com até nove trabalhadores foi ainda maior, com taxa de 2,1%.

No sentido contrário, o número de empresas com 50 a 249 funcionários cresceu 1,8%. Naquelas com 250 pessoas ou mais, houve alta de 1,1% em número de empresas. Já nas empresas com 10 a 49 pessoas, houve certa estabilidade.

A economista da Diretoria de Pesquisas do IBGE Denise Guichard afirma que a queda de empresas de pequeno porte está diretamente relacionada a momentos de crise econômica.

“As menores têm mais dificuldade de sobrevivência nesse quadro, pois têm menos acesso a crédito e menor fluxo de caixa para passar por períodos de dificuldades financeiras. Alguns segmentos apresentam melhora em 2018, mas outros que sofreram bastante ainda não conseguiram se recuperar. O setor de comércio foi o que mais sentiu essa retração”, afirmou.

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