Modelo matemático projeta dobro de mortes por Covid na região até o final de abril

O Vale do Paraíba pode precisar de até 700 leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) adicionais para atender a demanda de pacientes graves com Covid-19.

Este é o pior cenário previsto pelo modelo matemático criado pelo cientista Osmar Neto, doutor em Engenharia Biomédica e especialista em modelos epidemiológicos. O melhor prevê 650 leitos.

Ele mora em São José dos Campos e contou com a colaboração de profissionais do Brasil e dos Estados Unidos para criar o modelo, que vem sendo usado para projeções sobre a Covid-19 em países, estados e municípios.

Com a pandemia acelerada, Neto prevê que a região tenha que ampliar em 120% a atual capacidade de 605 leitos de UTI para dar conta da demanda.

Na quinta-feira (25), o Vale tinha 86,3% de ocupação de leitos de UTI para tratar a Covid-19, com 522 pacientes acamados, sendo 376 confirmados para a doença e 146 ainda aguardando o exame.

Nada menos do que 21 de 32 hospitais que têm leitos de UTI Covid estão com a ocupação acima de 80% no Vale, com 11 deles com a taxa de internação de 100% ou mais.

“Mesmo no melhor cenário, estamos batendo em 110% de leitos de UTI do que hoje é a ocupação máxima. No pior cenário, isso vai a 120% de ocupação. A situação é crítica”, disse Osmar Neto.

De acordo o cientista, o Vale pode dobrar o número de mortes por Covid-19 até o final de abril. E esse é o melhor cenário. “No pior, as mortes podem passar de 7.000”, afirmou Neto. “A tendência é que o pico desta onda seja no final de abril, e vai superar a nossa ocupação atual de leitos”.

Deixe comentário

× Fale com a Showtime