Mercado piora expectativas para PIB e inflação em 2021, diz BC

O grupo de economistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC (Banco Central) elevou as expectativas para a inflação de 2021 pela sexta semana consecutiva e rebaixou a projeção de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) pela segunda vez.

De acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira (15), pelo Boletim Focus, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) deve encerrar o ano em 4,72%, resultado acima da meta de 3,75% definida pelo Conselho Monetário Nacional para 2021, mas ainda dentro da margem de tolerância de 1,5 ponto percentual definida pelo órgão.

Na semana passada, o mercado apontava para uma valorização de 4,1% nos preços. Foi a primeira vez que as projeções superaram a meta do governo. Há quatro semanas, a estimativa era de alta na casa dos 3,72%.

Junto com a expectativa de uma inflação acima do centro da meta do governo, os economistas aumentaram para 4,5% ao ano a projeção para a taxa básica de juros ao ano no final de 2021. O patamar atual da Selic é de 2% e a aposta agora é de que a taxa passe a subir a partir desta quarta-feira.

Aumentar a taxa de juros funciona como um instrumento de política monetária para reduzir a inflação. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

PIB

O levantamento feito com as principais instituições financeiras do país mostram ainda para a manutenção da perspectiva de crescimento da economia brasileira em 3,23%, contra 3,26% previstos na semana anterior.

Há quatro semanas a expectativa apontava para um crescimento de 3,43% do PIB (Produto Interno Bruto), que corresponde à soma de todos os bens e serviços produzidos pela economia. Para 2022 e 2023, as expectativas de crescimento foram mantidas em 2,5%, enquanto a previsão para o ano que vem caiu a 2,39%.

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