IPCA-15 registra maior inflação para o mês de setembro desde 2012

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 0,45% em setembro, 0,22 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de agosto (0,23%) e maior resultado para um mês de setembro desde 2012, quando ele foi de 0,48%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), seis tiveram alta em agosto. A maior variação (1,48%) e o maior impacto (0,30 p.p.) no índice vieram do grupo Alimentação e Bebidas, acelerando em relação ao resultado de agosto (0,34%).

A alta no setor foi puxada não só pelas carnes – cujos preços subiram 3,42% e tiveram o maior impacto entre os alimentos, de 0,09 p.p. –, mas também pelo tomate (22,53%), óleo de soja (20,33%), arroz (9,96%) e leite longa vida (5,59%). Os três últimos itens acumularam altas de 34,94%, 28,05% e 27,33% no ano, respectivamente.

O IPCA-15 calcula a variação de preços do dia 16 do mês anterior ao dia 15 do mês seguinte
A alimentação fora do domicílio passou de queda de 0,30% em agosto para alta de 0,36% em setembro.

Disparada dos alimentos expõe distorção entre inflação real e oficial

Transportes teve alta de 0,83% e contribuição de 0,16 p.p.. Artigos de residência subiram 0,79%, apesar da desaceleração em relação ao mês anterior (0,88%). Já a contribuição negativa mais intensa no índice do mês (-0,09 p.p.) veio de Saúde e Cuidados Pessoais (-0,69%).

O IPCA-E, que é o IPCA-15 acumulado no trimestre, foi para 0,98%, acima da taxa de 0,26% registrada em igual período de 2019. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 1,35% e, em 12 meses, de 2,65%.

Todas as regiões do país tiveram variação positiva em setembro. O maior resultado foi em Goiânia (1,10%), devido as altas nos preços da gasolina (8,19%) e do arroz (32,75%). Já a menor variação foi na região metropolitana de Salvador (0,18%), onde a queda nos preços da gasolina (-2,66%) contribuiu com -0,12 p.p. no resultado do mês.

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