Indústria brasileira se prepara para a revolução da bioeconomia

A CNI (Confederação Nacional da Industria) publica nesta terça (10) um estudo sobre bioeconomia, com a intenção de alertar e estimular o setor, bem como agentes governamentais e privados que possam se preparar para o que já é considerada a nova revolução industrial.

O documento (disponível na internet) é dividido em capítulos que tratam dos diversos conceitos sobre o assunto; do valor tangível da natureza; das políticas públicas específicas no Brasil e no mundo; da regulamentação da propriedade intelectual e do acesso à biodiversidade; da geração de energia a partir da biomassa; da produção de commodities químicas e moléculas de alto valor Amazônia agregado; e, por fim, formula um conjunto de recomendações para impulsionar essa agenda no Brasil.

Os pontos levantados buscam colocar a bioeconoimia como pilar da reindustrialização do país, a partir da ciência, tecnologia e inovação, tornando possível a substituição dos combustíveis fósseis e o desenvolvimento sustentável de uma nova plataforma para gerar empregos e renda.

A CNI parte do princípio de que o Brasil possui vantagens e soluções abundantes em um enorme território com terras férteis, água e alta insolação. O país tem a maior biodiversidade do planeta. O estudo também aponta as leis e marcos regulatórios já existentes (Marco Legal da Biodiversidade, Lei de Biossegurança e Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação ) e que facilitam a implantação dessa nova política industrial.

Se conseguir se apropriar de forma sustentável dessa sua biodiversidade, o Brasil pode se reinventar como superpotência tropical em bioeconomia, “o que, forçosamente, se dará a partir da conexão entre Conhecimento e Empreendedorismo, como bases para a Inovação”, como destaca o estudo.

Para se tornar essa potência no futuro, “a rede de inovação existente no país precisa ser expandida, integrando os diferentes atores para a geração de novas tecnologias e produtos de maior valor agregado”.

A bioeconomia engloba as indústrias de processamento e serviços e relaciona-se ao desenvolvimento e à produção de fármacos, vacinas, enzimas industriais, novas variedades vegetais e animais, bioplásticos e materiais compósitos, biocombustíveis, produtos químicos de base biológica, cosméticos, alimentos e fibras.

O documento da CNI destaca a necessidade de criar uma “Estratégia Nacional em Bioeconomia, com a missão de gerar diretrizes para o tema e articular as diferentes iniciativas, com gestão objetiva e orientada por resultados”.

“As startups serão fundamentais para essa economia do conhecimento, ainda mais com o avanço da indústria 4.0, que é a base para a Bioeconomia. Muitas nascem nas universidades a partir de descobertas e tecnologias desenvolvidas ao longo dos cursos.”

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