Governo de SP deve anunciar fase vermelha por 15 dias no estado

O governo paulista deve anunciar nesta quarta-feira (3) a classificação de todas as regiões na fase vermelha do Plano São Paulo, que passará a valer a partir de sexta-feira (5). A medida é uma resposta à intensificação da pandemia de covid-19. Os detalhes foram discutidos pela cúpula do governo estadual e por membros do Centro de Contingência contra o Coronavírus na última terça-feira (2).

Nesta fase, funcionam somente os serviços considerados essenciais, como farmácias, supermercados e padarias, açougues, postos de combustíveis, lavanderias, meios de transportes, oficinas de veículos, atividades religiosas, hoteis, pousadas, bancos, pet shops e serviços de entrega.

O atendimento presencial em restaurantes, comércios e lanchonetes fica proibido, mas os serviços de entrega podem funcionar normalmente. Shopping centers, academias, salões de beleza e barbearias também não podem abrir. Eventos, convenções e atividades culturais presenciais estão proibidas.

O estado chegou a adotar medidas de restrições como toque de restrição para impedir o funcionamento de festas e eventos a partir das 23h. Além disso, a fase vermelha também já havia sido adotada para conter a disseminação do vírus das 22h às 6h. Apesar das medidas, os números de internações continuaram a crescer e hoje diversos municípios do interior, como Araraquara e Mogi Guaçu, adotaram medidas de lockdown mais rígidas.

A Grande São Paulo estava classificada na fase laranja do plano de flexibilização econômica. Mesmo com as proibições no funcionamento de bares e restrições para restaurantes, membros do Centro de Contingenciamento avaliaram que a situação do estado e de todo o país era crítica. O estado apresentou, na 9ª semana epidemiológica, 14,7% a mais de internações por covid-19 do que o registrado no pico da primeira onda da doença, em julho do ano passado.

Funcionamento das escolas
A expectativa é que as escolas continuem abertas e o funcionamento fique limitado a 35% do número dos alunos matriculados, como já prevê atualmente o plano. O secretário estadual da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, chegou a afirmar, ontem, que é favorável à suspensão das aulas presenciais por conta do agravamento da pandemia de covid-19. Ele argumenta que manter colégios abertos implica em uma série de deslocamentos fora das escolas, o que contribui com a propagação do vírus.

Por outro lado, o Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) emitiu nota, também nesta terça, criticando o que chamou de “defesa da suspensão das atividades presenciais de todos os níveis da educação do país”.

A manifestação da entidade ocorreu um dia após o Conass (Conselho Nacional de Secretários de Saúde) pedir a suspensão do funcionamento das escolas, entre outras medidas, para conter o avanço da pandemia no Brasil.

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