EUA têm nova jornada de protestos contra o racismo; cidades prolongam toque de recolher

Manifestantes voltaram às ruas nas principais cidades dos Estados Unidos neste domingo (31), em mais um dia de protestos contra o racismo após a morte do ex-segurança George Floyd. Após uma noite de confrontos, alguns dos centros urbanos norte-americanos decretaram ou prolongaram toque de recolher.

Ao menos cinco pessoas morreram desde o início dos protestos, na semana passada, segundo o jornal “The New York Times”. Outras centenas de pessoas foram detidas nas várias cidades onde houve protestos.

A tarde, a maioria dos protestos ocorria de maneira pacífica. Na capital Washington, centenas de pessoas se dirigiram à Casa Branca, sede do poder dos EUA. Por volta as 20h (de Brasília), a situação ao redor do edifício ficou mais tensa, e policiais foram chamados para evitar que o grupo ultrapasse barreiras de contenção. A cidade também terá toque de recolher a partir das 23h (local, 0h de Brasília).

Em diversas partes dos Estados Unidos, policiais participaram dos atos ao se ajoelharem diante dos manifestantes — um dos símbolos das manifestações, uma vez que Floyd morreu após ser visto com um policial prensando seu pescoço com o joelho.

À agência Associated Press, o chefe de polícia de Camden County (Nova Jersey), Joe Wysocki, disse que viu espaço para diálogo nos protestos antirracistas.

“Sabemos que somos mais fortes juntos, e sabemos que, juntos, em Camden, podemos criar um espaço onde a polícia é focada no apaziguamento e no diálogo”, disse o policial.

Como nos últimos dias a maior parte dos tumultos ocorreram durante à noite, ao menos 40 cidades, segundo a emissora norte-americana CNN, terão toque de recolher em toda a área urbana ou em parte delas. Minneapolis, onde ocorreu a morte de Floyd e protestos tensos há quase uma semana, também continuará sob toque de recolher.

Em Atlanta, onde houve cenas de violência no centro da cidade, as autoridades de segurança demitiram dois policiais acusados de uso excessivo da força nos manifestantes.

Militares da Guarda Nacional também atuarão nas cidades onde houver maior tensão, a pedido de governadores. No sábado, o presidente Donald Trump disse que as forças dos EUA estariam “de prontidão” caso precisassem intervir nos protestos.

Pelas redes sociais, Trump parabenizou a atuação da Guarda Nacional nos protestos e criticou a mídia e o movimento antifascista “Antifa”. Em tuíte, ele disse que irá designar o Antifa como uma “organização terrorista”.

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