Em maio, média de internações no Vale pelo novo coronavírus sobe para 6 pessoas por hora

O Vale do Paraíba alcançou, em maio, média de seis pessoas internadas por hora em decorrência de complicações do coronavírus. Trata-se do maior índice de toda a pandemia. Supera a média de cinco pessoas por hora de 2021 e é três vezes maior da média de 2020, de duas pessoas hospitalizadas por hora.

O atual mês acumula 1.821 pessoas internadas pela doença em 12 dias, média de 152 internações por dia, também a maior de toda a pandemia.

Em 2021, a região soma 16.153 hospitalizações por Covid-19 até esta quarta-feira (12). Na quinta, o indicar irá ultrapassar o de todo o ano passado, quando foram internadas 16.267 pessoas em decorrência da doença.

São 122 novas hospitalizações por dia em 2021 contra 56 no ano passado. A média diária de 152 internações de maio é 67% superior à de julho do ano passado, de 91 hospitalizações diárias, que foi a maior média de 2020.

Neste ano, janeiro registrou média de 118 internações por dia, fevereiro reduziu para 85, março subiu novamente para 132 e abril chegou a 140 pessoas internadas por dia, com maio subindo para 152.

O número alto de internações repercute na maior quantidade de mortes por Covid, que pode ter o mês de maio como o recordista absoluto de óbitos, o mês mais mortal da pandemia na região.

Para tanto, terá que superar o número de mortos de abril, de 955. Em 12 dias, maio já tem 425 mortes em decorrência de complicações do coronavírus, 44% do total de abril e faltando ainda 19 dias para o final do mês.

Se mantiver a atual média de 35 mortes por dia, o mês pode passar de 1.000 óbitos pela doença, risco apontado por OVALE no início de maio.

Analista dos dados da pandemia na região, o estatístico Paulo Barja, professor da FEAU (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo) da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), reconhece que o problema pode piorar com a queda nos cuidados sanitários por parte da população.

“Vejo as pessoas aparentemente desistindo de se cuidar por exaustão, desesperança. Precisamos enfatizar o fato de que parte significativa do combate à pandemia depende, sim, de nós. Podemos e devemos nos cuidar”.

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