Em evento do Judiciário, Bolsonaro defende paz e tranquilidade

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) participou na manhã desta quinta-feira (25), ao lado do presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Dias Toffoli, de um evento do setor jurídico em Brasília. Nele foi assinado um acordo para o aprimoramento do portal de divulgação de dados do Poder Judiciário.

Bolsonaro, que nos últimos dias tem evitado a imprensa e o cercadinho no Palácio da Alvorada, onde costuma conversar com apoiadores, falou pouco, frustrando quem esperava grandes declarações.

Mas alfinetou parte dos parlamentares e integrantes do STF ao sugerir que esses grupos não teriam o mesmo “entendimento” dos quatro chefes dos poderes: Bolsonaro, Toffoli, Davi Alcolumbre (DEM-AP), do Senado, e Rodrigo Maia (DEM-RJ, na Câmara.

“Nós somos pessoas privilegiadas. Nosso entendimento, sim, num primeiro momento, é que pode sinalizar que teremos dias melhores para esse país. Obviamente entra mais gente nesse entendimento: senadores, deputados, os demais ministros do Supremo, nossos colegas do STJ, servidores”, deixou no ar, sem explicações.

“Somente com paz e tranquilidade e sabendo da nossa responsabilidade que nós podemos colocar o Brasil naquele local que todos sabem que um dia chegará. E se Deus quiser nosso governo dará um grande passo nesse sentido.”

O presidente e integrantes do governo têm reclamado das investigações tocadas principalmente pelo ministro do STF Alexandre de Moraes. Em outras ocasiões, Bolsonaro e seus simpatizantes acusaram o Congresso Nacional e Maia de barrarem as medidas defendidas pelo Planalto.

Maia, o Congresso e o STF têm sido alvos de inúmeros protestos em 2020 por causa dessa insatisfação dos defensores do governo Bolsonaro.

Bolsonaro foi antecedido por Toffoli, que, entre brincadeiras sobre a evolução da comunicação jurídica — antes apenas copiavam o que saía no Diário Oficial, disse —, reforçou a importância do STF para interpretar a Constituição e garantir tranquilidade entre os poderes do país.

Ele afirmou que “os poderes da República estão conectados” e que suas inicativas devem sempre confluir com o objetivo de prestar à população serviços de qualidade, com o respeito constante às leis. “É preciso coerência na interprteação das normas jurídicas, nesse quesito as cortes superiores têm papel de extrema importância por garantir a segurança jurídica que o país precisa.”

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