Doria comunica mais, enquanto estados afrouxam medidas

O calendário de eventos diários oficiais sobre o novo coronavírus ganha reforço nesta terça-feira (14). O governo do estado de São Paulo, além da coletiva às 12h30 comandada pelo governador João Doria, começará a fazer uma nova apresentação todos os dias às 15 horas na secretaria de Saúde.

O estado é o mais afetado pela pandemia, com 8.755 casos confirmados e 588 mortos, e deve passar a detalhar melhor a situação da capacidade hospitalar de leitos de baixa e alta complexidade para tratamento da doença, que vêm sendo ocupados de forma acelerada.

Na semana passada, Doria chegou a ameaçar medidas mais duras, como prisão e multas, caso a quarentena fosse enfraquecida. Ontem, comemorou que a taxa de isolamento tenha chegado a 59% – ainda abaixo do ideal de 70%, mas acima dos números vistos nos dias anteriores.

Ontem também foi a vez de o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, publicar um novo decreto prorrogando até o dia 30 de abril a quarentena no estado, onde há 3.221 casos confirmados e 182 óbitos. Em outros estados menos afetados, o clima já está diferente.

No sábado (11), o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL) anunciou a liberação do funcionamento do comércio de rua e de hotéis, ainda que com várias restrições. Escolas, shoppings, academias e vários outros estabelecimentos seguem fechados.

Já governador Eduardo Leite (PSDB), do vizinho Rio Grande do Sul permitiu, desde a última quinta-feira (09), que sejam os municípios a decidir sobre funcionamento – ainda que com restrições – de restaurantes, lanchonetes, salões de beleza e lojas de chocolate.

Também desde quinta-feira (09) está valendo a flexibilização da quarentena no Distrito Federal, com reabertura de lojas de móveis e eletrônicos – e houve relatos de aglomerações no fim de semana.

Para além de decretos, leis e declarações dos políticos, uma das chaves do sucesso contra a pandemia continua sendo a conscientização da população

 

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