Desastre de Mariana faz 5 anos com famílias ainda sem indenização

A pior tragédia ambiental da história do Brasil completa cinco anos nesta sexta-feira (6), sem que muitas das vítimas tenham sido indenizadas. Centenas de pessoas perderam tudo depois que a barragem de minério de ferro em Mariana cedeu. A população que vivia em comunidades engolidas pela lama tem medo que a Justiça jamais seja feita.

Justiça não ouviu nenhuma das 140 testemunhas na ação da Samarco

Nayure é a mais nova integrante da Associação da Geleia de Pimenta Biquinho. Desde 2008, essas mulheres de Bento Rodrigues plantavam a pimenta, cozinhavam o produto e embalavam para vender. Em 2015, a lama mudou a receita. Hoje a pimenta é comprada pronta, e as mulheres cozinham em uma fábrica improvisada em Mariana.

A barragem se rompeu no dia 5 de novembro de 2015 por volta das 16h. A barragem de fundão, das mineradoras Samarco, Vale e BHP Biliton, despejou mais de 32 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro. A lama foi Rio Doce abaixo, afetou 230 municípios, deixando famílias sem água e sem a pesca, principal fonte de subsistência. Foram pedidas 14 toneladas de peixe . Os rejeitos atravessaram o Espírito Santo até chegar ao litoral.

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