Covas vê saúde ‘colapsando’ e cita 1ª morte por falta de atendimento em UTI

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou hoje que a capital paulista registrou a primeira morte de um paciente com covid-19 que não conseguiu vaga em uma UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

“Infelizmente já tivemos o primeiro caso, que aconteceu na zona leste da cidade de São Paulo, uma pessoa falecer sem conseguir atendimento na cidade de São Paulo. A gente vê, infelizmente, colapsando o sistema de saúde”, disse Covas em entrevista à Globo News.

De acordo com o prefeito, a taxa de ocupação das UTIs na capital está, atualmente, em 88%. Ontem, a cidade tinha 395 pessoas aguardando leitos de UTI para covid-19.

Covas afirmou também que a Prefeitura deverá anunciar ainda hoje novas medidas de restrição para tentar reduzir a pressão sobre o sistema de saúde na capital, entre elas a antecipação de feriados.

“Não há nenhum prazer pessoal em fechamento do comércio, em fechamento de parque, em restringir a circulação das pessoas… É uma necessidade que estamos tendo para que a gente possa restringir a circulação, não deixar os leitos chegarem a 100% de ocupação e poder tratar a todos”, declarou.

Ampliação de leitos

O prefeito disse ainda que trabalha para ampliar a quantidade de leitos para atender a população. Hoje, segundo ele, a capital tem a mesma quantidade de leitos que tinha no ano passado no pior momento da pandemia, mas sem a utilização de hospitais de campanha.

Apesar de tentar ampliar a oferta de leitos, Covas disse que há um limite para isso e pediu compreensão da população para que respeite as medidas de restrição e isolamento social.

“A gente não consegue dobrar, triplicar, quadruplicar a quantidade de leitos. É preciso que as pessoas possam respeitar o isolamento social para a gente poder reduzir a taxa de contaminação. Esse é o grande segredo, a grande finalidade das medidas de restrições”, afirmou.

Segundo Covas, se a cidade conseguir voltar aos índices de isolamento que registrou no início da pandemia, acima dos 50%, em um período de 15 dias já seria possível haver uma redução na quantidade de casos e internações.

“É preciso esse prazo de 15 dias, que os especialistas da Vigilância Sanitária tem apontado, para que a gente consiga reduzir e colocar a curva para baixo e continuar a atender todo mundo aqui na cidade de São Paulo”, declarou.

Deixe comentário

× Fale com a Showtime