Coronavírus: SP avalia usar polícia para fiscalizar idosos que saem às ruas

O governo de São Paulo está preocupado com o grande número de idosos que continuam saindo às ruas mesmo com a pandemia da covid-19, doença causada pelo coronavírus, e estuda meios para restringir essa circulação. O plano que está sendo traçado prevê o uso de policiais militares e guardas civis para abordar pessoas dessa faixa etária e convencê-las a voltar para casa.

O endurecimento com os maiores de 60 anos ecoa medida anunciada pela prefeitura de São Bernardo do Campo (ABC) ontem: lá, será aplicada multa de R$ 200 para o idoso que estiver na rua e tiver sido advertido pelo poder público ao menos uma vez.

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB) e o prefeito da cidade, Bruno Covas (PSDB), se reuniram ontem para tratar deste tema. O estado está em quarentena desde a terça-feira e foi determinado que as pessoas, principalmente idosos, não saiam de suas residências até 7 de abril.

“Algumas pessoas, ou teimosamente, ou porque não tiveram acesso à informação de forma correta, ou porque algum parente falou que estamos enfrentando uma gripezinha ou resfriadinho, saem às ruas”, disse o governador João Doria — ironizando pronunciamento do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que minimizou os riscos da doença.

A preocupação com idosos é grande porque eles são grupo de risco. Estudos apontam que a mortalidade de infectados entre 60 e 69 anos é de 4%. O índice alcança os 8% no intervalo de 70 a 79%. Em relação a pessoas com mais de 80 anos, a mortalidade chega a 15%.

Mesmo com estes dados, há bastante idosos circulando e trabalhando pelo estado de São Paulo. Algumas pessoas estão trabalhando, mas há quem saia de casa para atividades de lazer, como caminhadas.

Durante entrevista coletiva realizada nesta quinta-feira, o governo de São Paulo não descartou medidas mais drásticas caso a situação ameace sair do controle. Foi citada inclusive a possibilidade de obrigar as pessoas a ficarem em casa usando força policial.

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