Confiança industrial sobe ao maior nível desde maio de 2010, diz FGV

O ICI (Índice de Confiança da Indústria) avançou de 113,1 pontos em novembro para 114,9 pontos em dezembro, informou nesta segunda-feira, (28) a FGV (Fundação Getulio Vargas). O indicador chegou ao maior nível desde maio de 2010, quando estava em 116,1 pontos.

“Após atingir o fundo do poço em abril, a recuperação da confiança, impulsionada pelos bens intermediários, indica que o setor esteja em uma conjuntura favorável, com aceleração da demanda e estoques ainda em nível considerado baixo”, afirmou a economista da FGV Renata de Mello Franco, em nota.

O aumento do ICI de dezembro foi puxado pela melhora das perspectivas sobre a situação atual e das expectativas. O ISA (Índice de Situação Atual) subiu de 118,2 pontos para 119,9 pontos, o maior valor da série histórica. O IE (Índice de Expectativas) avançou de 107,9 pontos para 109,6 pontos, maior nível desde maio de 2011.

Entre os componentes do ISA, a FGV apurou aumento do indicador de demanda, para 115,9 pontos, o maior nível desde setembro de 2009. O indicador que mede o nível de estoques subiu para 129,3 pontos, um novo recorde na série. O indicador de situação atual dos negócios, na outra ponta, caiu pelo segundo mês consecutivo, para 112,6 pontos.

No IE, todos os componentes tiveram resultados positivos: o otimismo dos empresários com o ambiente de negócios nos seis meses seguintes avançou de 104,4 pontos para 106,8 pontos, maior nível desde abril de 2013; e os indicadores de produção prevista e emprego previsto cresceram 1,6 ponto e 0,8 ponto, respectivamente.

Em dezembro, 12 dos 19 segmentos industriais pesquisados tiveram aumento na confiança. Entre os setores, 17 estão em nível acima do observado em fevereiro, último mês com poucos efeitos da pandemia do novo coronavírus sobre a atividade econômica. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) caiu 0,4 ponto porcentual, para 79,3%.

“Apesar das expectativas em geral indicarem otimismo, a incerteza elevada, a falta de matérias-primas, a elevação de preços e a cautela dos consumidores têm deixado os empresários cautelosos em relação ao segundo trimestre”, nota Renata Mello Franco, na nota da FGV.

Com o resultado de dezembro, o ICI médio do quarto trimestre foi de 113,1 pontos, 14,7 pontos acima do registrado no terceiro trimestre (98,4 pontos). Apesar da queda do Nuci na margem, o indicador teve média de 79,6% no quarto trimestre, 4,3 pontos porcentuais acima do resultado dos três meses anteriores (75 3%).

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