Confiança empresarial recua e sinaliza desaceleração da economia

O Índice de Confiança Empresarial recuou 1,8 ponto e fechou fevereiro aos 91,1 pontos, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (1º), pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Na análise das médias móveis trimestrais, o indicador mantém a tendência de queda pelo terceiro mês consecutivo.

O superintendente de Estatísticas do Ibre/FGV (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), Aloisio Campelo Jr, avalia que queda da confiança empresarial em fevereiro reflete a desaceleração do nível de atividade no primeiro trimestre de 2021 e o avanço de uma nova onda de covid-19 no Brasil.

Para Campelo, a preocupação é maior no setor de serviços. “Enquanto outros setores se beneficiarão mais diretamente da melhora no ambiente de negócios com a chegada de recursos de ‘auxílio emergencial’, estes segmentos continuarão enfrentando um período muito difícil até que os efeitos da campanha nacional de imunização sejam sentidos e o número de hospitalizações e mortes se reduza consistentemente no país”, afirma ele.

Em fevereiro, a confiança empresarial avançou em 37% dos 49 segmentos integrantes do ICE, uma piora da disseminação frente aos 43% do mês passado. Em nenhum setor houve previsão de alta acima de 50% dos segmentos.

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