Com taxa de ocupação de UTI em 89%, cidade de São Paulo vai transferir pacientes com coronavírus ao interior

O secretário de Saúde de São Paulo, José Henrique Germann, afirmou, nesta quinta-feira, que hospitais do interior do estado vão passar a receber, neste fim de semana, pacientes transferidos da capital com coronavírus.

A medida servirá para desafogar as Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) da capital, que atingiram 89% de ocupação hoje. De acordo com o secretário, em todo o estado a taxa de ocupação cai para 69,3%.

Germann não informou o número de pacientes que serão transferidos no primeiro momento, mas explicou que a medida está sendo tomada diante de uma “defasagem” na chegada de respiradores para atender pacientes mais graves.

“Vamos adicionar recursos, insumos e leitos novos, mas agora, com a defasagem na chegada de respiradores, vamos usar por um tempo a transferência de pacientes para o interior. Depois, volta para a capital, onde terá um número maior de leitos”.

Em UTIs do estado de São Paulo há 1.744 pacientes internados por Covid-19. Em enfermarias, o número é um pouco maior: 2.138 pacientes.

Segundo último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde, São Paulo tem 28.698 casos de coronavírus e 2.375 mortos. O número de óbitos é 6% maior do que o registrado ontem.

Ampliação de testes

Nesta quinta-feira, o governo de São Paulo também anunciou uma ampliação na testagem de pacientes com coronavírus. Hoje, o estado realiza testes apenas em pacientes sintomáticos, em estado grave, o que inclui profissionais de saúde, pacientes internados em UTI e óbitos.

Na primeira fase da ampliação, que será implantada até 15 de maio, a testagem rápida será realizada em pessoas assintomáticas, segundo o presidente do Instituto Butantan, Dimas Covas.

“A fase que se aproxima é o que chamamos de testes para anticorpos, capazes de identificar a cicatriz (da doença) e a resposta do organismo à infecção”.

No caso, algumas populações já estão definidas, como a segurança pública, doadores de sangue, moradores de asilos e de abrigos.

Em uma segunda fase, serão realizados testes em familiares dos pacientes internados. A ideia é que São Paulo realize 27 mil testes a cada 1 milhão de habitante.

Segundo o governo, São Paulo solicitou ao Ministério da Saúde 4 milhões de testes rápidos e 20 milhões de insumos para coleta de PCR para aumentar a capacidade de diagnósticos da doença. Além disso, foram pedidos 100 respiradores, 1.600 kits com monitor para UTI, 4,2 milhões de EPIs e 2,6 medicamentos emergenciais, como cloroquina.

O Comitê de Contingência do coronavírus disse que se reuniu com o novo ministro da Saúde, Nelson Teich, nesta quinta-feira.

Uso de máscaras

Nesta quarta-feira, o governo de São Paulo anunciou que tornará obrigatório o uso de máscaras em transportes públicos, táxis e carros de aplicativo em todo o estado a partir de 4 de maio. Empresas privadas que não obedecerem à regra, estarão sujeitas a uma multa diária de R$ 3.300. Os passageiros serão verbalmente advertidos por fiscais da Artesp (Agência de Transportes do Estado de São Paulo).

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