Colégio eleitoral de SP tem números que superam populações da Europa

As eleições municipais deste ano jogam luz sobre algumas curiosidades e comparações surpreendentes devido aos números impressionantes da cidade de São Paulo, uma metrópole com 12 milhões de habitantes, maior cidade da América Latina que, por consequência do tamanho de sua população, detém o maior colégio eleitoral do Brasil.

São 8.986.687 eleitores aptos a votar na capital paulista, segundo dados do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), praticamente a mesma quantidade de pessoas que compõem a população do Pará ou da Áustria.

A maioria do eleitorado paulistano é formada por mulheres: 4.861.465 (54,2%). Outros 4.117.640 (45,8%) são homens. Em relação à faixa etária, o maior número de eleitores paulistanos tem entre 45 e 59 anos. São 2.278.042 de pessoas (25% do eleitorado).

A estimativa é que 343.616 mesários trabalhem nos dois turnos do pleito que definirá o prefeito e os 55 vereadores que irão compor a nova legislatura da Câmara Municipal. As datas do primeiro e segundo turno foram adiadas para os dias 15 e 29 de novembro, em razão da pandemia do novo coronavírus.

O município de São Paulo tem 58 zonas e 26.145 seções eleitorais espalhadas por 2.049 pontos de votação, de acordo com informações do TRE-SP (Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo).

Com 267.732 eleitores, a 372ª Zona Eleitoral (Piraporinha), na zona sul, é a mais numerosa da cidade. Somente esse cartório eleitoral paulistano é maior que todo o colégio da cidade de Rio Branco, capital do Acre (256.673 eleitores).

Já o Centro Universitário Anhanguera, na 328ª Zona Eleitoral (Campo Limpo), também na zona sul, é o maior local de votação da capital paulista: 25.833 eleitores), praticamente a mesma quantidade de eleitores de Curaçá (25.761), cidade vizinha de Juazeiro, no interior da Bahia.

História
A primeira eleição direta para a sucessão na prefeitura da capital paulista após a volta do pluripartidarismo no país ocorreu 1985. Naquele ano, 11 candidatos disputaram o pleito, vencido por Jânio Quadros (PTB). Fernando Henrique Cardoso (PMDB) foi o segundo mais votado e Eduardo Suplicy (PT) terminou em terceiro lugar.

Em 1988, os paulistanos elegeram — pela primeira vez — uma mulher para governar o município: Luiza Erundina (PT). A cidade de São Paulo seria comandada novamente por uma mulher, em 2000, após a vitória de Marta Sulicy (PT).

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