Carnaval: capitais cancelam blocos, mas permitem festas particulares

O segundo Carnaval no Brasil sob a pandemia de Covid-19 terá, diferentemente do ano passado, festas e eventos privados liberados em várias capitais e cidades tradicionalmente acostumadas com a folia.

No entanto, desde o avanço da variante Ômicron no país, prefeituras e governos estaduais cancelaram novamente os eventos públicos e blocos de rua em praticamente todos esses municípios.

Embora as medidas não impeçam o contágio nesses eventos, em um momento no qual a média móvel de mortes subiu – atualmente, são 824 por dia –, as gestões municipais definiram restrições sanitárias como limitação de público e comprovantes de vacinação contra o coronavírus para os foliões que pretendem festejar entre sábado (26) e terça-feira (1º).

Em São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Fortaleza, os blocos de rua foram cancelados com antecedência, mas as festas particulares e shows estão liberados.

Na capital paulista, por exemplo, a prefeitura informou que, entre suas orientações para o Carnaval, “é obrigatório o uso de máscaras em todos os momentos em que as pessoas não estiverem se alimentando, além de [a organização do evento] disponibilizar álcool em gel e propiciar condições para a higienização do público”.

Já os desfiles de escolas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro foram adiados para abril.

Ômicron influenciou em cancelamentos

O avanço da variante Ômicron do novo coronavírus pelo mundo e sua chegada ao Brasil, acompanhada do aumento progressivo de casos da doença, influenciaram diretamente nas decisões pelo cancelamento do Carnaval de rua em todo o país. Centenas de municípios já haviam suspendido as festividades ao fim de novembro, como Campo Grande, Belém e Cuiabá.

Outras cidades mais populosas – e com previsão de receber milhões de pessoas no feriado, como São Paulo e Rio de Janeiro – foram mais relutantes e só confirmaram o cancelamento em janeiro. Das 27 capitais, entretanto, embora todas pusessem fim às festas de rua, somente sete se colocaram contra os eventos privados.

Além das capitais, cidades tradicionalmente conhecidas por seus carnavais também cancelaram os eventos públicos. Olinda, Paraty, Juiz de Fora, Ouro Preto, São Luiz do Paraitinga e Porto Seguro, por exemplo, não terão as populares festa de rua neste ano.

Entre essas, Juiz de Fora, Paraty e Porto Seguro liberaram os eventos particulares de Carnaval, e São Luiz do Paraitinga não respondeu acerca disso. Em Olinda e Ouro Preto, não houve a liberação.

Diante das distintas decisões para o feriado, a reportagem do R7 fez um levantamento sobre as decisões das 26 capitais, o Distrito Federal e quatro municípios com tradição no Carnaval sobre o feriado

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