Butantan vai apresentar à CPI documentos sobre atraso na compra de vacinas

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse a interlocutores que irá apresentar em seu depoimento à CPI da Pandemia documentos que comprovam o retardo do governo federal na compra de vacinas Coronavac.

Nas horas que antecedem o depoimento, agendado para as 9h desta quinta-feira, Dimas finalizou a estratégia para a CPI. Pretende fazer um relato factual e documental das negociações e apresentar as manifestações do Ministério da Saúde em resposta aos ofícios encaminhados pelo instituto oferecendo vacinas para serem compradas.

Dimas também pretende abordar os contatos diretos que teve com o Ministério da Saúde, como reuniões com o ex-ministro Eduardo Pazuello e sua equipe e as negociações do governo paulista com o governo federal. A ideia que ele pretende passar, segundo disse a interlocutores, é que o Palácio do Planalto não só não estimulou, como obstruiu as negociações.

Também deverá falar sobre as dificuldades que as manifestações sobre a China do ex-ministro das Relações Exteriores Ernesto Araújo e do deputado federal Eduardo Bolsonaro causaram na relação e na importação dos Ingredientes Farmacêuticos Ativos (IFAs).

Em termos gerais, sua avaliação é a de que o caso da Coronavac é semelhante ao da Pfizer. E essa comparação o G-7, a maioria oposicionista que comanda a CPI, pretende fazer para confirmar uma das teses centrais do relator Renan Calheiros: a de que o atraso na compra afetou o início e o ritmo da vacinação no país.

Procurados, o Ministério da Saúde, o Ministério das Relações Exteriores e o deputado Eduardo Bolsonaro ainda não se pronunciaram.

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