Brasil registra 3.687 mortes por covid-19 em 24 h, e total passa de 358 mil

O Brasil registrou hoje 3.687 novas mortes causadas pela covid-19 nas últimas 24 horas — número mais alto desde a última quinta-feira (8), quando foram registrados 4.190 novos óbitos pela doença. Assim, no total, 358.718 pessoas já morreram no país em toda a pandemia.

Desse modo, hoje se tornou o quinto dia com mais confirmações de óbitos entre um dia em outro. O pior segue sendo 6 de abril, com 4.211. Os dados foram obtidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias estaduais de Saúde.

Nos últimos sete dias, morreram, em média, 3.051 pessoas em decorrência da covid-19 no país. Com uma ligeira queda, o índice ficou pouco abaixo do que foi registrado ontem, quando o Brasil bateu o recorde de 3.125 na média móvel de mortes em uma semana. Mesmo assim, este é o 82º dia consecutivo em que o índice fica acima de mil.

O número de infectados, por sua vez, subiu para 13.601.566, com 80.157 novos casos confirmados de ontem para hoje. Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Já o balanço oficial do Ministério da Saúde registrou 3.808 novas mortes provocadas pela covid-19 nas últimas 24 horas, o que eleva o total da pandemia para 358.425. Com o acréscimo de 82.186 diagnósticos positivos, o total de infectados desde o início da pandemia é de 13.599.994. Destas, 12.074.798 se recuperaram da infecção, e outras 1.166.771 seguem em acompanhamento.

A pandemia nos estados
Todas as cinco regiões do país apresentam números em estabilidade: Centro-Oeste (-8%), Nordeste (0%), Norte (2%), Sul (-8%) e Sudeste (11%). No geral, o Brasil apresenta um índice considerado estável, de 3%, na variação de 14 dias.

São doze estados e o DF com estabilidade nos registros, enquanto dez apresentam alta e quatro estão em queda.

Nove estados reportaram mais de 100 mortes por covid-19 nas últimas 24 horas. Nestes locais, o total de vítimas soma 2.921:

São Paulo – 1.282
Paraná – 369
Rio de Janeiro – 347
Rio Grande do Sul – 341
Santa Catarina – 132
Ceará – 117
Goiás – 116
Pará – 115
Bahia – 102
Os dados não representam quando os óbitos e diagnósticos de fato ocorreram, mas, sim, quando passaram a constar das bases oficiais dos governos.

Veja a situação por estado e no Distrito Federal:
Região Sudeste

Espírito Santo: estabilidade (11%)
Minas Gerais: aceleração (28%)
Rio de Janeiro: aceleração (29%)
São Paulo: estabilidade (1%)
Região Norte

Acre: aceleração (17%)
Amazonas: estabilidade (2%)
Amapá: aceleração (24%)
Pará: estabilidade (14%)
Rondônia: queda (-21%)
Roraima: aceleração (16%)
Tocantins: estabilidade (-9%)
Região Nordeste

Alagoas: estabilidade (4%)
Bahia: estabilidade (-5%)
Ceará: estabilidade (-4%)
Maranhão: aceleração (20%)
Paraíba: queda (-30%)
Pernambuco: aceleração (16%)
Piauí: aceleração (31%)
Rio Grande do Norte: estabilidade (-8%)
Sergipe: aceleração (17%)
Região Centro-Oeste

Distrito Federal: estabilidade (-4%)
Goiás: estabilidade (-12%)
Mato Grosso: estabilidade (-7%)
Mato Grosso do Sul: estabilidade (2%)
Região Sul

Paraná: aceleração (46%)
Rio Grande do Sul: queda (-31%)
Santa Catarina: queda (-29%)
O Brasil em números
Na primeira onda:

Maior número de mortes em 24 h: 1.554 (19/7)
Maior média móvel de óbitos: 1.097 (25/7)
Maior período com média acima de mil: 31 dias
Maior número de óbitos em uma semana: 7.679 (de 19/7 a 25/7)
Na segunda onda:

Maior número de mortes em 24 h: 4.211 (6/4)
Maior média móvel de óbitos: 3.125 (12/4)
Maior período com média acima de mil: 83 dias
Maior número de óbitos em uma semana: 21.172 (de 4/4 a 10/4)
As 48 maiores médias móveis de mortes por covid-19 no Brasil ocorreram nos últimos 48 dias. As dez mais altas são as seguintes:

12 de abril – 3.125
1º de abril – 3.119
11 de abril – 3.109
13 de abril – 3.051
10 de abril – 3.025
2 de abril – 3.006
31 de março – 2.971
9 de abril – 2.938
8 de abril – 2.818
3 de abril – 2.800
Os cinco dias com maior número de mortes em toda a pandemia ocorreram nas últimas duas semanas:

6 de abril – 4.211
8 de abril – 4.190
31 de março – 3.950
7 de abril – 3.733
13 de abril – 3.687
Veículos se unem pela informação
Em resposta à decisão do governo Jair Bolsonaro de restringir o acesso a dados sobre a pandemia de covid-19, os veículos de comunicação UOL, O Estado de S. Paulo, Folha de S.Paulo, O Globo, G1 e Extra formaram um consórcio para trabalhar de forma colaborativa para buscar as informações necessárias diretamente nas secretarias estaduais de Saúde das 27 unidades da Federação.

O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, deveria ser a fonte natural desses números, mas atitudes de autoridades e do próprio presidente durante a pandemia colocam em dúvida a disponibilidade dos dados e sua precisão.

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