Brasil-EUA: acordos assinados por Trump não devem ser rompidos

Os acordos assinados pelo ex-presidente Donald Trump (Republicanos) no aspecto da relação bilateral Brasil-Estados Unidos não devem ser rompidos pelo atual presidente, Joe Biden (Democrata).

De acordo com interlocutores, encontros de diversos níveis já ocorreram entre as duas administrações e, até o momento, a relação com o governo de Biden é considerada “boa”.

Não há nenhum indicativo, segundo fontes do Ministério das Relações Exteriores, que os acordos assinados por Trump serão revistos por Biden.

Um dos acordos é de facilitação de comércio por meio de redução da burocracia em trâmites aduaneiros. O texto do acordo possui três anexos, que tratam, respectivamente, sobre facilitação de comércio e cooperação aduaneira, boas práticas regulatórias e medidas anticorrupção. No primeiro item, estão previstas iniciativas para desburocratizar os procedimentos de importação e exportação de bens e serviços entre os dois países.

Meio Ambiente
Integrantes da política externa brasileira já aguardam e estariam preparados para que ocorram mais conversas no grupo de trabalho entre Brasil e Estados Unidos sobre meio ambiente. O grupo já existe e o governo americano sinalizou, diversas vezes, que o tema é prioritário.

Acordo Mercosul x UE
A expectativa é que o acordo do Mercosul com a União Europeia, juntos representam cerca de 25% da economia mundial e mercado de 780 milhões de pessoas, seja assinado neste ano. Depois, passaria para a fase de aprovação dos Parlamentos.

O acordo de livre comércio eliminará as tarifas de importação para mais de 90% dos produtos comercializados entre os dois blocos. Para os produtos que não terão as tarifas eliminadas, serão aplicadas cotas preferenciais de importação com tarifas reduzidas. O processo de eliminação de tarifas varia de acordo com cada produto e deve levar até 15 anos contados a partir da entrada em vigor da parceria intercontinental.

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