Apesar de aumento de casos e mortes, Estado cogita intensificar reabertura e reduzir ainda mais isolamento na RMVale

O governo estadual sinaliza que pode abrandar ainda mais a quarentena no Vale do Paraíba a partir de 15 de junho, mesmo com aumento de casos e mortes na região.

Nesta semana, ambos os indicadores bateram recorde de crescimento em um período de 24h. Os casos confirmados de Covid-19 passaram de 125 por dia em quatro ocasiões, o que aponta tendência de crescimento.

Mesmo assim, segundo o Estado, os indicadores de saúde da região permitiriam intensificar a reabertura econômica na metade do mês.

Foram avaliados itens como a ocupação de leitos de UTI (Unidade de Terapia Intensiva) e número de internações, casos confirmados e óbitos.

Os dados correspondem ao período de uma semana e são comparados com a semana anterior. Para relaxar a quarentena, a região terá que repetir os indicadores de saúde. Segundo o secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, o Vale melhorou a sua taxa de internação no período analisado e, por isso, segue com tendência de poder aumentar a flexibilização a partir de 15 de junho.

O mesmo pode ocorrer com a Baixada Santista e o Vale do Ribeira que, ao lado do Vale estão com tendência para ampliar a reabertura.

CONTROLE.

O Estado sustenta que o importante é manter o crescimento da epidemia sob controle, com uma velocidade de contágio em declínio e melhores indicadores de saúde. “O número maior de casos está relacionado ao aumento da testagem, e era esperado. Importante é que a ocupação de leitos e o número de óbitos têm reduzido”, disse o médico João Gabbardo, secretário executivo do Comitê de Contingência do Coronavírus.

“Os dados apontam que se pode dar andamento nesse processo de um novo controle das atividades, baseado nos indicadores de transmissão da doença e a capacidade de atendimento dos hospitais.”

FASES.

A RMVale está na fase 2 (laranja) do Plano São Paulo de retomada, classificada de ‘controle’ e que permitiu a reabertura, com restrições, de atividades comerciais, como shoppings e escritórios.

A próxima fase é a amarela (3), de flexibilização, e permite maior reabertura de atividades econômicas. O plano também prevê que, se a região piorar, pode recuar para a fase 1 (vermelha), de alerta máximo, sem qualquer flexibilização.

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