86% dos brasileiros mudaram hábitos por conta do coronavírus

Levantamento divulgado pela Paraná Pesquisas mostra que 86% dos brasileiros mudou de hábitos por conta da pandemia do novo coronavírus, que chegou ao Brasil em março. Ainda assim, 11,9% não alteraram em nada a rotina e 2,1% não sabem ou não responderam.

A pesquisa mostra ainda que as mulheres se adaptaram melhor neste período: 88% mudaram os hábitos, enquanto 9,8% não mudaram e 2,3% não sabem ou não responderam. Entre os homens, 83,9% mudaram o comportamento, enquanto 14,1% não mudaram nada e 1,9% não sabem ou não responderam.

As pessoas entre 45 e 59 anos foram as que mais se adaptaram aos novos hábitos: 87,8%. As pessoas com 60 anos ou mais, justamente as consideradas do grupo de risco, foram as que menos mudaram os hábitos durante a pandemia: 84,2%.

Em termos de escolaridade, quem tem nível superior mudou mais os hábitos: 89,8%; quem tem ensino fundamental mudou 85% e quem tem ensino médio mudou 84,9%.

Na região Sudeste, onde se concentra o maior número de casos de coronavírus, foi também onde as pessoas mais alteraram os hábitos: 87%. Depois, vieram Norte/Centro Oeste (85,8%), Nordeste (85,6%) e Sul (84,1%).

A pesquisa foi feita entre os dias 5 e 8 de maio e ouviu 2.200 pessoas em 26 estados e Distrito Federal. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com 95% de confiança.

Em comparação ao mesmo levantamento feito em abril, houve um aumento de pessoas com mudanças de hábito. Há um mês, foram 82,3% com novos hábitos; agora, aumentou para 86%

MEDO.

A Paraná Pesquisas também perguntou se as pessoas tinham medo de contrair o novo coronavírus. A maioria, 66,5%, tem medo, enquanto 30,3% não têm medo nenhum e outros 3,2% não sabem ou não responderam.

As mulheres têm mais medo do que os homens de contrair a doença: 68,8% entre elas, contra 64% entre eles. Em termos de idade, as pessoas com 60 anos ou mais, consideradas do grupo de risco, são também as que mais se preocupam com a doença: 74,8%. Os mais jovens, de 16 a 24 anos, são os menos preocupados em se contaminarem: 62,2%.

Quanto à escolaridade, as pessoas com ensino superior são as que mais temem uma contaminação: 70,7%. Depois, aparecem os que têm ensino fundamental: 65,7% e os que têm ensino médio: 65%.

A região Sudeste, que tem o maior número de casos, também é a que mais tem gente preocupada em se contaminar: 69,2%. Depois, aparece a região Norte/Centro-Oeste (66,5%), Nordeste (65,1%) e Sul (61,1%).

Em relação à pesquisa divulgada em abril, a preocupação geral aumentou: antes, 60,6% das pessoas tinham medo de se contaminar; agora, aumentou para 66,5%.

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