Índice de isolamento em SP está abaixo do mínimo há dez dias

Há dez dias, o índice de isolamento social no Estado de São Paulo está abaixo da taxa de 55%, meta estipulada pelo governo estadual como a mínima necessária para considerar a flexibilização do fechamento do comércio não essencial e evitar a sobrecarga nos hospitais em função da pandemia do novo coronavírus.

Na capital paulista, que tem 32.372 casos e 2.512 óbitos, segundo dados desta quinta-feira (14), os índices também não alcançaram o mínimo durante o mesmo período. A taxa ideal de isolamento social é de 70%, segundo a prefeitura. Na quarta-feira (13), a cidade de São Paulo atingiu 48% de isolamento social, três dias após o início do megarrodízio municipal.

Desde o dia 4 de maio, a média no Estado atingiu o pico de adesão ao distanciamento social no último domingo (10), com taxa de 53%. A capital teve o mesmo comportamento, mas não conseguiu alcançar a marca mínima, registrando 54%.

Nesta quarta-feira (13), a cidade de São Sebastião teve a maior taxa de isolamento social no Estado: 63%. Os outros municípios que completam a lista dos dez mais bem colocados registram taxas entre 61% e 55%.

O Sistema de Monitoramento Inteligente analisa os dados de telefonia móvel para indicar tendências de deslocamento e apontar a eficácia das medidas de isolamento social.

O sistema funciona por meio de acordo com as operadoras de telefonia Vivo, Claro, Oi e TIM para que o Governo de São Paulo possa consultar informações agregadas sobre deslocamento no Estado. Os dados de georreferenciamento servem para aprimorar as medidas de isolamento social para enfrentamento ao coronavírus.

Rodízio tem falhado na capital
O decreto que regulamenta o novo rodízio na capital paulista foi publicado no dia 7 de maio. Além do isolamento abaixo do necessário nos dias anteriores, a cidade de São Paulo havia registrado cerca de 50 km de congestionamentos por volta das 19h do dia 6 de maio.

A medida tem falhado consecutivamente em promover o distanciamento social desde que entrou em vigor – com índices abaixo de 50%. O decreto, porém, foi efetivo em esvaziar as ruas da cidade. Cerca de 1,5 milhão de veículos ficaram de fora das ruas paulistanas no primeiro dia sob o esquema, segundo o prefeito Bruno Covas.

Para conter o movimento de cidadãos que não poderiam recorrer ao transporte privado, a prefeitura anunciou o acréscimo de 1.000 ônibus na rede municipal. Contudo, o transporte público paulistano tem registrado aglomerações em estações do Metrô e de trens da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) nos últimos dias.

Epicentro da doença
Com 54.286 casos confirmados e 4.315 óbitos, o Estado de São Paulo, epicentro do coronavírus no Brasil, está em quarentena desde o dia 24 de março – esquema já prorrogado por duas vezes pelas autoridades. O encerramento da medida está previsto para 31 de maio, mas pode haver a extensão das restrições, a depender da taxa de isolamento e de ocupação de UTIs (Unidades de Terapia Intensiva).

A quarentena só deve ser flexibilizada efetivamente quando houver redução sustentada do número de casos por 14 dias e a taxa de ocupação de leitos de UTI for inferior a 60%. Os dois indicadores dependem de uma taxa de isolamento mínima de 55%, de acordo com o diretor do coordenador dos testes de covid-19 no Estado, Dimas Covas.

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