Declaração do Imposto de Renda é adiada para 30 de junho

O prazo para declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2020 foi ampliado para 30 de junho, divulgou o governo federal no início da noite desta quarta (1º).

Até então, o prazo para o contribuinte acertar as contas com o Leão acabava em 30 de abril.

De acordo com o secretário especial da Receita, José Barroso Tostes Neto, até esta quarta o órgão já havia recebido 8,8 milhões de declarações do Imposto de Renda Pessoa Física.

A expectativa do Fisco é de que 32 milhões de contribuintes entreguem declaração neste ano.

“Decidimos pela prorrogação considerando demandas e relatos de contribuintes que estão confinados em casa, mas os documentos necessários estão no escritório, na empresa ou faltam documentos que ele precisa contatar clínicas, serviços, estabelecimentos”, disse o secretário.

Tostes Neto anunciou também “medida de socorro” a micro e pequenas empresas, com o adiamento de tributos federais.

“Os tributos que venceriam nos meses de abril, maio e junho foram diferidos por seis meses e passaram a ser devidos nos meses de outubro, novembro e dezembro. Foi uma medida de socorro que representa redução de R$ 22,2 bilhões nos três meses, que são recursos que as empresas poderão dispor no seu fluxo de caixa.”

Quem precisa declarar Imposto de Renda
Deve declarar o contribuinte que recebeu rendimentos tributáveis superiores a R$ 28.559,70 em 2019, além de quem recebeu rendimentos isentos, não-tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte, cuja soma tenha sido superior a R$ 40 mil no ano passado.

Qualquer divergência que encontra nos dados, a Receita pega a declaração para uma nova análise, mais minuciosa.

​Segundo o órgão, as principais razões pelas quais as declarações foram retidas no ano passado foram: omissão de rendimentos do titular ou seus dependentes (35,6%); despesas médicas: (25,1%); divergências entre o IRRF informado na declaração e os dados da DIRF (23,5%); dedução de previdência oficial ou privada, dependentes, pensão alimentícia e outras (12,5%).

“Para evitar a malha fina, é interessante que o contribuinte inicie o quanto antes o processo de elaboração da declaração, pois poderá fazer com mais calma, buscando documentos que faltam e ajustando possíveis inconsistências”, recomenda o diretor executivo da Confirp Contabilidade Richard Domingos.

É importante informar com clareza rendimentos, bens e dívidas próprios e dos dependentes e ficar atento aos gastos que realmente podem ser declarados e não inflar os valores.

“A declaração e dedução de despesas médicas e saúde é muito complexa, pois são vários os tipos de gastos nessa área e nem todos são passíveis de dedução. E a Receita Federal vem fechando o certo em relação a esses dados”, diz Domingos.

No caso de pensão alimentícia, explica o especialista, os filhos devem ser declarados como dependentes em apenas uma das declarações. “Para quem paga a pensão alimentícia os filhos devem ser relacionados como alimentando e quem detém a guarda deve lançar como dependente”, diz.

 

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